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Fraudes externas e/ou internas ameaçam a continuidade dos negócios e a atividade econômica. 28/10/2012

Posted by linomartins in Fraudes.
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 Carlos Paiva*

 “Se o inimigo deixa uma porta aberta, Precipitemo-nos por ela”
( Sun Tzu )

O noticiário tem sido volumoso em denunciar a descoberta de fraudes contra organizações. Fraudes internas e externas estão virando moda num ambiente onde a segurança empresarial está distante do sistema GRC (Governança, Risco, Compilance). Nada mais irreal que em empresas onde inexiste uma “Política de Segurança Empresarial”, queira-se manter segurança no negócio.

Episódio recente mostra que uma empresa inglesa, teve um prejuízo de cerca de duzentos milhões de reais, a partir de dados contábeis falsos e manipulados pelo grupo interno que operou a fraude em uma empresa do grupo que funciona no Brasil. Não há notícias de que os responsáveis estejam com procedimentos penais em função de suas atividades. Isso nos leva a outra ponta da fraude, que é a de manter os fraudadores impunes para “preservação de imagem”. Ora nada mais inadequado que manterem-se tais pessoas com “ficha limpa” prontas para assacarem novos golpes contra outras organizações…

Donald Cressey, criminalista, chegou a definir um “triângulo das fraudes”, onde oportunidade, racionalização e motivação, geram a ação criminosa, quase sempre por pessoas acima de qualquer suspeita, sem antecedentes criminais. Para ele, Motivação ou pressão podem incluir problemas financeiros, vícios como compras, jogo ou drogas, pressão para mostrar bom desempenho ou resultados, ou apenas a emoção de ser capaz de fugir com algo; Racionalização é quando os indivíduos pensam que são justificados porque eles são mal pagos, ou é para a sua família, ou eles precisam agora, mas eles vão pagar de volta antes que alguém perceba. Finalmente ,Oportunidade ocorre quando há deficiências nos controles. Indivíduos pensam que não serão alcançados, porque ninguém está olhando.

As fraudes externas também não são poucas, pois informações da Serasa, dão conta que a cada 16 segundos um consumidor brasileiro é vítima de tentativa da fraude conhecida como roubo de identidade, em que criminosos usam dados pessoais de vítimas para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou realizar um negócio sob falsidade ideológica.Os golpes contra lojas também aumentam, já que muitas vezes o descuido ou uma participação interna acabam por facilitar os golpistas.O uso de máquinas “clonadas” de pagamento com cartões, substitui tecnologicamente o antigo meio de guardar carbonos para fraudar assinaturas e cartões.

Empresas são compradas (quase sempre em dificuldades e em ameaça de cessação de atividades) para que sejam usadas em golpes contra outras. Afinal quem desconfia de uma empresa com tantos anos de fundação? Há casos de transferência de ativos imobiliários, com procurações e certidões falsas, que possibilitam em pouco tempo o uso desses bens para novos golpes ou para a venda a terceiros que não sabem da origem delituosa.

A falsificação de contracheques e documentos funcionais para a obtenção de crédito especialmente para veículos é fato corriqueiro, que gera inúmeros problemas para o mercado elevando o custo dos negócios, pois muitas vezes tais veículos são destinados a “desmanche” sem que nunca mais possam ser recuperados.

As fraudes muitas vezes contam com suporte interno que facilitam sua tramitação, e que quando descobertas causam espanto, mas não deixaram de dar prejuízos. A estrutura social está vinculada ao “ter” e não ao “ser”. Isso significa que o importante é ter o relógio mais caro,o carro da moda, as roupas das grifes mais caras e ter um padrão de vida incompatível com os recursos obtidos de meios honestos.Recentemente uma empresa descobriu que seu funcionário pagava de cartão de crédito, mensalmente, ou seja não abatia,pagava o equivalente a três meses de salário.Uma investigação apurou que o empregado era pago por um concorrente para transferir clientes e dados,causando uma redução de mercado que era atribuída a condições naturais do ambiente comercial…

Organizar-se para o enfrentamento as fraudes através de medidas de segurança é uma necessidade para a continuidade do negócio, e isso impõe a exigência de novos protocolos de controle e prevenção, todos em acordo com as normas legais, que neutralizem ataques internos e externos a partir do momento em que os agressores saibam que serão identificados, e principalmente punidos da forma da lei, mediante ações legais adequadas.

Fonte:  http://www.incorporativa.com.br/mostraartigo.php?id=509

 

 

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